
No 25 de Abril, Dia da Liberdade, recebi esta mensagem:
“Olá Marta! Tenho-me lembrado muito de ti ao ler relatos de partos nesta crise que estamos a passar. Tive sorte de estar grávida numa altura calma e de ter feito o curso contigo antes do parto. Sei que a razão para ter tido o parto MARAVILHOSO que tive, foi graças ao conhecimento que passaste. Quem me dera que todas as mulheres tivessem acesso à mesma informação antes de um momento tão marcante na nossa vida!! A C. tem agora 8 meses. É uma rapariga de uma energia fora de série, não pára um segundo!” Inês Pires, parto no Hospital de São João, Porto
E penso em todas as mulheres que grávidas, em parto ou em pós-parto, se sentem privadas de exercer a sua liberdade enquanto pessoa e enquanto representantes legais dos seus filhos. Gostaria de dizer que é por uma causa maior, que é para que todos fiquem mais protegidos deste vírus, que é uma situação temporária. Mas isso não é verdade. Acompanho mães como doula e instrutora de Hipnonascimento desde 2010 e digo-vos que a única coisa que este vírus trouxe foi uma maior visibilidade àquilo que é o paternalismo na assistência à mulher no periodo perinatal. E também uma maior visibilidade ao quanto é importante as mulheres e suas famílias estarem conscientes de quais são os seus direitos no parto. Isto porque diariamente em vários hospitais portugueses e por vários profissionais de saúde estes direitos eram e são ignorados (nota: sou grata a todos os profissionais de saúde com quem já me cruzei e que são conscientes e respeitadores destes direitos e que tratam as mulheres com dignidade e colocam-nas no centro das decisões sobre o seu corpo e os seus bebes; felizmente são cada vez mais).
Que o lembrar o 25 de Abril possa inspirar as mães e pais a tranquilamente fazer valer os seus direitos. Estes direitos estão todos salvaguardados pela nossa lei portuguesa do consentimento informado e pela lei dos direitos do utente e por leis internacionais de direitos humanos. E nenhuma dessas leis foi revogada por esta pandemia.
É preciso DESOBEDECER ao profissional de saúde que vos responde “é obrigatório”, “eu é que sou o médico”, “aqui faz-se assim”, “se não faz o que dizemos vamos chamar a proteção de menores”: estar informada para saber tomar decisões por si própria, estar conectada com o seu corpo e com o bebé para seguir a sua propria intuição, estar serena e sentir-se segura para poder agir.
Mulheres e famílias unidas jamais serão vencidas!







21h – 23h30, projeção do filme LOBA (sujeito a inscrição para nascimentoconsciente@gmail.com e por donativo para pessoas que não se tenham inscrito no curso) e apresentação do curso de Hipnonascimento